Unita incentiva políticos deportados a processar o Estado Angolano após incidente no aeroporto

Recentemente, o governo angolano enfrentou uma onda de críticas após a retenção e deportação de vários políticos no aeroporto de Luanda, pouco antes de uma importante conferência organizada pela União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição. A deputada Mihaela Weba, representante da UNITA, não hesitou em se manifestar sobre o incidente e chegou a afirmar que a situação é um reflexo de um regime “tão frágil que tem medo de tudo”.   Entre os políticos que estavam a caminho da conferência em Benguela estavam o ex-candidato presidencial moçambicano Venâncio Mondlane, o ex-presidente do Botswana Ian Khama e o ex-presidente da Colômbia Andrés Pastrana. Todos foram detidos e deportados, gerando um clima de tensão e indignação, principalmente no seio da oposição. A UNITA, em resposta, exigiu um pedido de desculpas formal do presidente João Lourenço pelo ocorrido, considerando a atitude como uma violação dos direitos fundamentais.   Em entrevista à DW África, Mihaela Weba expressou seu apoio à ideia de Venâncio Mondlane, que sugeriu que os visados processassem o Estado angolano por danos. A deputada ressaltou que, embora a UNITA não se envolva diretamente no processo, apoia completamente a ideia de responsabilizar o governo angolano por ações que considera como uma clara violação das normas constitucionais e internacionais.“Não podemos continuar a ter dirigentes angolanos que violam constantemente regras e princípios constitucionais e internacionais. O Estado tem de ser penalizado de alguma forma,” afirmou Mihaela Weba.   Segundo a deputada, o incidente de 13 de março deixou claro que, em Angola, o Estado de Direito não funciona como deveria. Ela também apontou que o tratamento dispensado aos políticos deportados serve de exemplo para que o mundo veja como os direitos humanos e as liberdades são frequentemente violados no país.   Embora a UNITA tenha se manifestado firmemente contra o incidente, Mihaela Weba deixou claro que a responsabilidade de tomar ações legais recai sobre os próprios visados, ou seja, os políticos deportados. Ela afirmou que os prejudicados são as pessoas que foram impedidas de entrar e que o incidente é um fundamento legítimo para que o Estado angolano seja responsabilizado.   A deputada também refletiu sobre a possível percepção de que a UNITA sairia fortalecida politicamente com o episódio. Para ela, a situação acaba por ser um “troféu” para todos que defendem a democracia, já que o ocorrido expõe de forma clara a fragilidade do governo angolano. Mihaela Weba sugeriu que o incidente no aeroporto é um reflexo do medo do regime de João Lourenço, que vê ameaças até em uma simples conferência internacional com opositores africanos.“Quando os regimes estão para cair, têm medo de tudo. Veem fantasmas em tudo, e eles viram um fantasma numa simples conferência internacional em que todos os opositores de África estariam juntos,” afirmou Mihaela.   A visão sobre Venâncio Mondlane e o impacto para Angola Durante a entrevista, Mihaela Weba também comentou as reações de algumas vozes da sociedade civil que se opuseram ao repatriamento de Venâncio Mondlane, alegando que ele poderia trazer instabilidade para Angola, devido à sua experiência política em Moçambique. A deputada discordou dessa visão, enfatizando que os angolanos sabem o que querem e que o país tem suas próprias experiências e processos históricos que não podem ser comparados com os de Moçambique.“Os angolanos abraçaram a paz há 23 anos. Eu entendo que Moçambique não é Angola, os processos são completamente diferentes,” defendeu a deputada.   Agora, com a pressão sobre o governo angolano aumentando, resta saber se o presidente João Lourenço irá realmente pedir desculpas pelo ocorrido e se haverá uma resposta formal do Estado angolano diante das acusações. Enquanto isso, a UNITA continua a se posicionar como uma das principais vozes de oposição, utilizando o incidente como um ponto de mobilização política para fortalecer a democracia em Angola. Com a situação ainda em desenvolvimento, será interessante observar se os políticos deportados irão tomar ações legais e como o governo de Angola lidará com essa crescente pressão internacional.     Saiba mais em: revistadeluanda.com   Por: Chelsea do Céu Fonte: DI

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Lei para manter financiamento do governo dos EUA passa na câmara de representantes

A Câmara de Representantes norte-americana adotou uma legislação orçamental provisória que afasta até setembro a perspetiva de paralisia do governo e financia agências federais, mas que terá ainda de passar no Senado. O texto, aprovado na câmara baixa do Congresso, de maioria republicana, com 217 votos a favor (dos quais um democrata) e 213 votos contra, será agora submetido a votação no Senado, antes da data limite de quarta-feira. No Senado, o texto necessitará de apoio bipartidário para que o projeto de lei seja enviado ao Presidente Donald Trump para promulgação. No Senado, precisarão do apoio de pelo menos oito democratas para evitar a paralisação do governo (conhecida como “shutdown”), que Trump quer evitar. Este será um dos maiores testes legislativos até agora do segundo mandato do Presidente republicano, o que levou o vice-Presidente JD Vance a angariar apoios no Capitólio. Por: Caliques Foto: Reprodução UE

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Ucrânia aceita cessar-fogo de 30 dias com a Rússia

“A Ucrânia manifestou a sua disponibilidade para aceitar a proposta dos Estados Unidos de declarar um cessar-fogo imediato de 30 dias, que pode ser prolongado por acordo mútuo entre as partes e está sujeito à aceitação e posterior implementação pela Federação Russa”, refere a declaração. O texto refere que os Estados Unidos comunicarão às autoridades de Moscovo “que a reciprocidade russa é fundamental para alcançar a paz”. O entendimento prevê igualmente o levantamento da suspensão da partilha de dados dos serviços de informação norte-americanos com as autoridades ucranianas. A declaração conjunta destaca ainda a importância de tomar, durante o cessar-fogo proposto, medidas humanitárias como “a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de civis detidos e o regresso de crianças ucranianas transferidas à força” para territórios sob controlo russo ou para a Federação Russa. Ambas as delegações concordaram também em nomear as respetivas equipas de negociação para um processo de paz com a Rússia. Após o diálogo das delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia em Jeddah, na Arábia Saudita, as partes também se comprometeram a chegar “o mais depressa possível” a um acordo sobre “exploração conjunta dos recursos minerais ucranianos”. Este acordo deverá permitir “a expansão da economia ucraniana” e que o país invadido pela Rússia receba garantias de “prosperidade e segurança a longo prazo” e, por outro lado, que Washington recupere o valor da ajuda financeira e militar transferida para Kiev durante a guerra. Por: Caliques Foto: reprodução CV

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“Peço desculpas em nome do Governo de Angola” Vera Daves de Sousa

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, reconheceu que algumas decisões do Executivo parecem dificultar intencionalmente a vida dos cidadãos e assumiu a responsabilidade em nome do Governo, entretanto, clarificou que não é este o caso, e que esforços têm sido feitos para que Angola seja próspera e os angolanos felizes. “Tenho consciência de que, às vezes, parece que é de propósito complicar a vida do cidadão, e peço desculpas por isso em nome do Governo de Angola”, afirmou a governante, numa entrevista à revista Economia & Mercado. A ministra garantiu que o Executivo está consciente das dificuldades da população e que há espaço para melhorias, mas apelou também ao envolvimento dos cidadãos na construção de um futuro melhor para Angola. Por: @esteves__francisco Foto: DR Fonte: E&M

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Trump fica frustrado e ameaça Rússia com sanções se não houver cessar-fogo na ucrânia

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que está a considerar a imposição de sanções “em grande escala” contra a Rússia, caso não seja alcançado um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia. “Perante o facto de que a Rússia está a atacar fortemente a Ucrânia no campo de batalha, estou a considerar seriamente a imposição de sanções bancárias em grande escala, sanções e tarifas contra a Rússia até que seja declarado um cessar-fogo e um acordo de paz final”, escreveu Trump na sua rede social TruthSocial, citado pelo Notícias ao Minuto. O líder norte-americano também apelou às partes em conflito para negociarem imediatamente. “À Rússia e à Ucrânia: venham já para a mesa das negociações, antes que seja demasiado tarde”, concluiu. Texto: Soque Soque Foto: DR

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“Por favor não prendam estes jovens por ultraje ao Presidente da República.” Tchizé dos Santos

Tchizé dos Santos partilhou no seu Instagram um vídeo de uma conversa entre o renomado cantor Sarissari e os humoristas Scait Borrabeu e Miro Vemba, aonde Sarissari partilha as razões de hoje ser mais activo no que diz respeito a comentar sobre a realidade difícil que o país tem passado, tendo partilhado que antes as coisas estavam melhores e hoje não. Nos comentários Tchizé apela: “Por favor não prendam estes jovens por “ultraje ao Presidente da República”. Eles só estão a falar da realidade deles, e do que podiam realizar com os salários deles há 8 anos que hoje já não conseguem. Mesmo com inflação, a desvalorização da moeda não pode ser de 1000% em 12 anos!” Por: @esteves__francisco Imagem: DR/Arquivo

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Juiz dá até segunda-feira para governo Trump pagar 2 mil milhões da USAID

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que a administração Trump tem até segunda-feira para liquidar até 2 mil milhões de dólares em dívidas a parceiros da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Departamento de Estado. A decisão surge na sequência de um acórdão do Supremo Tribunal, que reimpôs uma ordem para retomar os pagamentos às organizações de assistência internacional. A medida foi tomada após um grupo de empresas e organizações sem fins lucrativos processar o Governo pelo congelamento de fundos, que resultou na redução de serviços e no despedimento de milhares de trabalhadores em todo o mundo. O juiz distrital Amir Ali acatou a ordem do Supremo e estabeleceu o prazo para o pagamento, estimado entre 1,5 mil milhões e 2 mil milhões de dólares. O caso gerou divisão entre os magistrados do Supremo Tribunal, com uma decisão apertada de três juízes progressistas e dois conservadores contra quatro outros conservadores. Desde a sua posse, Donald Trump tem promovido cortes drásticos na ajuda internacional, incluindo a eliminação de 92% do financiamento da USAID. O congelamento das verbas causou alarme, dado que a agência gere um orçamento anual de 42,8 mil milhões de dólares, representando 42% da ajuda humanitária global. O Governo Trump, que se orgulha de reduzir despesas federais, já havia anunciado cortes massivos na ajuda externa, argumentando que as medidas resultariam numa economia de quase 60 mil milhões de dólares para os contribuintes norte-americanos. Texto: Soque Soque Foto: DR

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“Tudo farei para honrar o nome de Angola e dos angolanos” – João Lourenço

João Lourenço promete honrar Angola na presidência da União Africana O Presidente do MPLA, João Lourenço, afirmou na terça-feira, 25, que fará tudo ao seu alcance para honrar Angola e os angolanos durante o seu mandato como Presidente rotativo da União Africana (UA). “Todos os angolanos devem estar muito orgulhosos pelo reconhecimento que o continente africano faz de Angola, e tudo farei para honrar o nome de Angola e dos angolanos no exercício das minhas funções”, declarou Lourenço, durante uma homenagem do Secretariado do Bureau Político do MPLA. O evento decorreu no anfiteatro da Sede Nacional do MPLA e foi conduzido pela Vice-Presidente do partido, Mara Quiosa, que destacou a importância da eleição de João Lourenço neste ano em que Angola celebra 50 anos de independência. Texto: Soque Soque Foto: DR

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“Perdi a batalha, mas não a guerra. Preciso entrar em contacto com todos.”

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, anunciou a criação de um Governo de unidade nacional, numa altura em que a violência no leste do país se intensifica e a pressão sobre a sua administração cresce. Numa reunião da coligação governamental União Sagrada da Nação, Tshisekedi apelou à união e disse que pretende dialogar com todas as forças políticas, incluindo a oposição. “Perdi a batalha, mas não a guerra. Preciso entrar em contacto com todos”, afirmou, sem fornecer detalhes sobre quando e como o novo Governo será formado. A decisão surge após os rebeldes do M23, um dos mais de 100 grupos armados que operam no leste da RDC, tomarem controlo de cidades estratégicas e causarem a morte de cerca de 3.000 pessoas. Por: @esteves__francisco Fonte: VOA Imagem: DR

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União Europeia cria tribunal para julgar Putin e membros do seu governo

Uma coligação de 38 países, incluindo todos os membros da União Europeia, anunciou avanços significativos na criação de um tribunal especial para julgar dirigentes russos, incluindo o presidente Vladimir Putin, pelo crime de agressão contra a Ucrânia. A Alta Representante da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reforçou a determinação do bloco ao afirmar que “ninguém da Rússia e ninguém da sua liderança é intocável”. Por: Soque Soque

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