Empresas angolanas ficam apenas com 2% dos contratos nos petróleos

As empresas angolanas ficaram apenas com 1,8% dos contratos de bens e serviços da indústria de petróleo e gás desde a entrada em vigor, há quatro anos, da Lei do Conteúdo Local, evidenciando uma distribuição desproporcional dos recursos do sector, ou seja, dos 72,8 mil milhões USD movimentados durante esse período, apenas 1,4 mil milhões USD beneficiaram as empresas locais, enquanto 98% dos contratos de bens e serviços foram atribuídos às empresas estrangeiras, segundo contas feitas pelo Expansão com base no valor que o sector gasta anualmente em bens e serviços estimado em 18,2 mil milhões USD. No que respeita ao capital humano, nos últimos quatro anos registou-se a eliminação de 102 mil postos de trabalho, dos quais 76 mil eram ocupados por profissionais angolanos, resultando numa perda anual de 7,2 mil milhões USD em salários que deixaram de circular na economia nacional. Estes factores tornam mais difícil atingir a meta de 20% de conteúdo local na indústria de petróleo e gás. Especialistas ouvidos pelo Expansão são unânimes em considerar que a falta de fiscalização das autoridades competentes e a ausência de mecanismos de monitorização tem comprometido a sustentabilidade do sector, tornando imperativa a correcção de lacunas na aplicação da Lei (Decreto Presidencial 271/20 de 20 de outubro). Outros afirmam que os resultados da política de conteúdo local indicam uma visão diminuta do tamanho, importância e da real capacidade do sector petrolífero para impulsionar o crescimento e desenvolvimento económico do País. Outra questão que preocupa as empresas tem que ver com a exigência de pagamento em moeda nacional, que tem prejudicado significativamente as prestadoras de serviços angolanas, outro argumento utilizado para justificar a revisão do Aviso 20/12 do BNA ou a adopção de medidas executivas que viabilizem pagamentos em divisas. Por: Caliques Foto: Reprodução GO

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“Peço desculpas em nome do Governo de Angola” Vera Daves de Sousa

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, reconheceu que algumas decisões do Executivo parecem dificultar intencionalmente a vida dos cidadãos e assumiu a responsabilidade em nome do Governo, entretanto, clarificou que não é este o caso, e que esforços têm sido feitos para que Angola seja próspera e os angolanos felizes. “Tenho consciência de que, às vezes, parece que é de propósito complicar a vida do cidadão, e peço desculpas por isso em nome do Governo de Angola”, afirmou a governante, numa entrevista à revista Economia & Mercado. A ministra garantiu que o Executivo está consciente das dificuldades da população e que há espaço para melhorias, mas apelou também ao envolvimento dos cidadãos na construção de um futuro melhor para Angola. Por: @esteves__francisco Foto: DR Fonte: E&M

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Trump fica frustrado e ameaça Rússia com sanções se não houver cessar-fogo na ucrânia

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que está a considerar a imposição de sanções “em grande escala” contra a Rússia, caso não seja alcançado um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia. “Perante o facto de que a Rússia está a atacar fortemente a Ucrânia no campo de batalha, estou a considerar seriamente a imposição de sanções bancárias em grande escala, sanções e tarifas contra a Rússia até que seja declarado um cessar-fogo e um acordo de paz final”, escreveu Trump na sua rede social TruthSocial, citado pelo Notícias ao Minuto. O líder norte-americano também apelou às partes em conflito para negociarem imediatamente. “À Rússia e à Ucrânia: venham já para a mesa das negociações, antes que seja demasiado tarde”, concluiu. Texto: Soque Soque Foto: DR

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Mares do país estão a ficar sem peixe

A captura de pescado em Angola será reduzida em 30% em 2025, passando para 218 mil toneladas, contra as 304.846 toneladas permitidas no ano passado. A decisão, estabelecida pelo Decreto Presidencial nº 57/25, visa proteger e conservar os recursos biológicos aquáticos, garantindo a recuperação da biomassa. A exploração excessiva tem levado à diminuição do pescado disponível, e especialistas alertam para o impacto directo na subida dos preços. Os armadores temem um aumento das importações numa altura em que o País já enfrenta forte pressão inflacionária. O economista Heitor de Carvalho alerta para a sobreexploração crescente dos mares e a incapacidade do Estado em controlar a redução da biomassa. Para ele, a única solução sustentável seria o investimento na aquicultura, mas o sector carece de conhecimento, tecnologia e mercado. Enquanto não se aposta na produção controlada, o cenário para a pesca continua crítico: sem medidas de preservação, o País pode enfrentar uma escassez ainda maior de pescado nos próximos anos. Por: @esteves__francisco Fonte: Expansão Imagem: Arquivo/DR

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“Por favor não prendam estes jovens por ultraje ao Presidente da República.” Tchizé dos Santos

Tchizé dos Santos partilhou no seu Instagram um vídeo de uma conversa entre o renomado cantor Sarissari e os humoristas Scait Borrabeu e Miro Vemba, aonde Sarissari partilha as razões de hoje ser mais activo no que diz respeito a comentar sobre a realidade difícil que o país tem passado, tendo partilhado que antes as coisas estavam melhores e hoje não. Nos comentários Tchizé apela: “Por favor não prendam estes jovens por “ultraje ao Presidente da República”. Eles só estão a falar da realidade deles, e do que podiam realizar com os salários deles há 8 anos que hoje já não conseguem. Mesmo com inflação, a desvalorização da moeda não pode ser de 1000% em 12 anos!” Por: @esteves__francisco Imagem: DR/Arquivo

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“Empreender em Angola é uma coisa doida!” Nuno Baio

“O Empreendedor”, ou simplesmente Nuno Baio como é amplamente conhecido, partilhou algumas verdades impactantes sobre os desafios de empreender, especialmente no contexto angolano. Apesar das dificuldades, reitera o seu compromisso em incentivar mais pessoas a explorarem o mundo do empreendedorismo. “Empreender é para duros e não podemos simplesmente romantizar! É uma mistura de ansiedade, depressão e stress ao mesmo tempo”, afirmou. Nuno destacou também a complexidade do ambiente de negócios em Angola, descrevendo-o como “uma coisa doida”. Com estas declarações, o empreendedor pretende alertar para os desafios reais do sector, sem, no entanto, desencorajar aqueles que desejam trilhar este caminho.

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Juiz dá até segunda-feira para governo Trump pagar 2 mil milhões da USAID

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que a administração Trump tem até segunda-feira para liquidar até 2 mil milhões de dólares em dívidas a parceiros da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Departamento de Estado. A decisão surge na sequência de um acórdão do Supremo Tribunal, que reimpôs uma ordem para retomar os pagamentos às organizações de assistência internacional. A medida foi tomada após um grupo de empresas e organizações sem fins lucrativos processar o Governo pelo congelamento de fundos, que resultou na redução de serviços e no despedimento de milhares de trabalhadores em todo o mundo. O juiz distrital Amir Ali acatou a ordem do Supremo e estabeleceu o prazo para o pagamento, estimado entre 1,5 mil milhões e 2 mil milhões de dólares. O caso gerou divisão entre os magistrados do Supremo Tribunal, com uma decisão apertada de três juízes progressistas e dois conservadores contra quatro outros conservadores. Desde a sua posse, Donald Trump tem promovido cortes drásticos na ajuda internacional, incluindo a eliminação de 92% do financiamento da USAID. O congelamento das verbas causou alarme, dado que a agência gere um orçamento anual de 42,8 mil milhões de dólares, representando 42% da ajuda humanitária global. O Governo Trump, que se orgulha de reduzir despesas federais, já havia anunciado cortes massivos na ajuda externa, argumentando que as medidas resultariam numa economia de quase 60 mil milhões de dólares para os contribuintes norte-americanos. Texto: Soque Soque Foto: DR

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João Lourenço inaugura Casa do Kwanza

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, na manhã desta quinta-feira, a Casa do Kwanza, localizada na Zona Económica Especial, em Icolo e Bengo. A infra-estrutura, pertencente ao Banco Nacional de Angola (BNA), funciona como um centro logístico para armazenamento e tratamento de notas, gerindo a circulação do dinheiro no mercado monetário. Com tecnologia avançada, a Casa do Kwanza tem capacidade para armazenar mais de 800 milhões de notas, reforçando a segurança e a eficiência no manuseamento da moeda nacional. Por: @esteves__francisco Fonte: JA Imagem: Contreiras Pipa| Edições Novembro

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“Tudo farei para honrar o nome de Angola e dos angolanos” – João Lourenço

João Lourenço promete honrar Angola na presidência da União Africana O Presidente do MPLA, João Lourenço, afirmou na terça-feira, 25, que fará tudo ao seu alcance para honrar Angola e os angolanos durante o seu mandato como Presidente rotativo da União Africana (UA). “Todos os angolanos devem estar muito orgulhosos pelo reconhecimento que o continente africano faz de Angola, e tudo farei para honrar o nome de Angola e dos angolanos no exercício das minhas funções”, declarou Lourenço, durante uma homenagem do Secretariado do Bureau Político do MPLA. O evento decorreu no anfiteatro da Sede Nacional do MPLA e foi conduzido pela Vice-Presidente do partido, Mara Quiosa, que destacou a importância da eleição de João Lourenço neste ano em que Angola celebra 50 anos de independência. Texto: Soque Soque Foto: DR

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INAGBE-Bolseiros na europa estão a passar por dificuldades

Os estudantes bolseiros do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) no exterior, especialmente na Europa, estão há mais de três meses sem receber os seus subsídios, enfrentando sérias dificuldades financeiras. Em Portugal e Espanha, os atrasos já se aproximam dos quatro meses, enquanto em outros países chegam a cinco. Muitos alunos relatam dificuldades para pagar a renda e garantir a alimentação, recorrendo a contribuições entre colegas (“vaquinhas”) para sobreviver. Face à situação, alguns bolseiros em Lisboa planeiam reivindicar junto da Embaixada de Angola, exigindo uma solução urgente. Apesar das queixas, o INAGBE não justificou o atraso nos pagamentos nem deu qualquer previsão para a regularização da situação. Por: @esteves__francisco Fonte: NJ Imagem: DR

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