A captura de pescado em Angola será reduzida em 30% em 2025, passando para 218 mil toneladas, contra as 304.846 toneladas permitidas no ano passado.
A decisão, estabelecida pelo Decreto Presidencial nº 57/25, visa proteger e conservar os recursos biológicos aquáticos, garantindo a recuperação da biomassa.
A exploração excessiva tem levado à diminuição do pescado disponível, e especialistas alertam para o impacto directo na subida dos preços.
Os armadores temem um aumento das importações numa altura em que o País já enfrenta forte pressão inflacionária.
O economista Heitor de Carvalho alerta para a sobreexploração crescente dos mares e a incapacidade do Estado em controlar a redução da biomassa. Para ele, a única solução sustentável seria o investimento na aquicultura, mas o sector carece de conhecimento, tecnologia e mercado.
Enquanto não se aposta na produção controlada, o cenário para a pesca continua crítico: sem medidas de preservação, o País pode enfrentar uma escassez ainda maior de pescado nos próximos anos.
Por: @esteves__francisco
Fonte: Expansão
Imagem: Arquivo/DR